Alice, a Lagarta e a identidade




Seja pelo filme da Disney ou pelos personagens icônicos, “Alice no País das Maravilhas”, livro publicado por Lewis Carroll em 1865, é uma obra atemporal e aclamada mundialmente. Você provavelmente já viu Alice, o Chapeleiro Maluco ou a Rainha de Copas, não é mesmo?
Apesar de aparentar ser infantil, os seus capítulos possuem mensagens profundas e muitas críticas sociais, principalmente sobre a época na qual foi escrito.

E um exemplo disso é “Conselhos de uma Lagarta”, o quinto capítulo das aventuras de Alice e o tema desse post! :) 


“Quem é você?” perguntou a Lagarta.

Não era um começo de conversa muito animador. Alice respondeu,

meio encabulada: “Eu, eu mal sei, Sir, neste exato momento... pelo

menos eu sei quem eu era quando me levantei esta manhã, mas acho

que já passei por várias mudanças desde então.”

“Que quer dizer com isso?” esbravejou a Lagarta. “Explique-se!”

“Receio não poder me explicar”, respondeu Alice,

“porque não sou eu mesma, entende?” 

“Não entendo”, disse a Lagarta. 

“Receio não poder ser mais clara”, Alice respondeu com muita polidez,

“pois eu mesma não consigo entender, para começar; e ser de tantos tamanhos

diferentes num dia é muito perturbador.” 


Essa conversa entre os dois aborda a questão da identidade e do autoconhecimento. Alice demonstra estar perdida, sem sequer ser capaz de se reconhecer. Isso reflete a experiência da qual adolescentes passam, quando ainda estão se desenvolvendo e se conhecendo. É um processo longo e complicado, que, com a vinda da era digital, essa questão da identidade vem sendo mais difícil ainda para os jovens. E você, acha que realmente se conhece?

👀🐛📚


- Por Yasmin 🎶 e Paola 💅







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